Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.

Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.
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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

30.01.08

Bem interessante

O resultado da pequisa de confiança na mídia mostrado abaixo é interessante, para dizer o mínimo. Além de evidenciar a confiança (e, de quebra, o quanto temos responsabilidade por isso) que o brasileiro tem na mídia, apresenta hábitos na busca pela informação. Vale a pena conferir e refletir. Boa leitura.

Elite brasileira acredita mais na mídia
Site www.comuniquese.com.br
Vinte e cinco por cento da população brasileira com maior renda familiar têm mais confiança na mídia (64%) do que em empresas (61%), ongs (51%), instituições religiosas (48%) ou até mesmo em seu próprio governo. Os dados fazem parte do Estudo Anual de Confiança da Edelman, empresa de relações públicas. Segundo o levantamento, o Brasil é o terceiro país onde a imprensa tem maior índice de credibilidade, ficando atrás apenas do México (66%) e da Índia (65%).
A pesquisa ouviu 3.100 entrevistados entre 35 e 64 anos, com formação superior e renda familiar entre as 25% maiores de seus países. Considerado um estudo entre líderes de opinião, por parte da consultoria, a pesquisa abrangeu 18 países, como China, Irlanda, Rússia, Estados Unidos, Índia, França, Espanha e Brasil.
Concluiu-se que essa parte da população, em todo o mundo, possui muito interesse em assuntos relacionados à mídia, economia e política.
Os brasileiros recorrem mais aos jornais impressos (87%) e à TV (82%) como primeira fonte de informação. Em seguida, procuram as informações na internet (52%). Mas a maioria deles (41%) lê tanto a versão impressa quanto a versão online dos jornais – em outros países existe a preferência pela versão impressa.
Para procurar notícias das empresas, os brasileiros preferem ler artigos em revistas de negócios (81%), jornais (79%) e noticiários na TV (77%).
Ao acessar a internet, a primeira procura envolve notícias e depois pesquisas. No Brasil, 93% vão atrás de notícias, 85% fazem pesquisa e e-commerce empatou com mensagens instantâneas (79%).
A credibilidade nos blogs chamou a atenção. A Rússia foi o país que mais mostrou credibilidade, com 34%, seguida pela China (33%), Índia (29%) e Brasil (21%). Quando entram na internet, 46% dos brasileiros já lêem blogs.

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 08:55:24

Para quem gosta de papel...

Essa é uma discussão antiga: afinal, os jornais vão ou não morrer? As mídias digitais vão ou não tomar conta do mercado? Enfim, muito se fala, pouco se sabe. Uma das questões que mais bate fundo contra os jornais é a queda no índice de circulação (venda). E a notícia abaixo dá uma certa esperança. A venda aumentou, segundo o IVC (Índice Verificador de Circulação). Mas, se lermos mais a fundo a matéria, veremos que nós, brasilieros, continuamos na zona de rebaixamento no quesito "leitura". Vejam que absurdo é o índice aqui no Brasil. Aproveitem e leiam um jornal hoje. Vai valer a pena.

Circulação de jornais cresceu 11,8% em 2007
AE - Agência Estado

SÃO PAULO - A circulação dos 92 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 11,8% em 2007, em relação ao ano anterior. Foram 4,143 milhões de exemplares distribuídos diariamente em média em dezembro, ante 3,762 milhões no mesmo mês de 2006.
A boa notícia para o meio jornal, na avaliação do presidente do IVC e diretor da multinacional Procter & Gamble, Pedro Martins da Silva, é que esse resultado confirma um dinamismo injetado pelos empresários do setor nos negócios. ?Há um ambiente favorável, com reformulação de projetos, mudanças gráficas e novos jornais segmentados para determinados públicos, a preços mais acessíveis?, diz ele. ?Isso faz com que os leitores vejam suas necessidades mais bem atendidas.?
O IVC audita apenas os jornais pagos. No mercado nacional não há dados disponíveis sobre os gratuitos. Lá fora, em países como Espanha, França e Inglaterra, o fenômeno de aceitação do jornais gratuitos foi capaz de impulsionar a indústria jornalística global nos últimos anos.
O balanço do IVC referente a 2007 mostra aumento de circulação entre os veículos tradicionais, caso do carioca O Globo (5,2%) e dos paulistas O Estado de S. Paulo (4,8%) e Jornal da Tarde (8%), assim como cresceu a circulação do especializado em esportes Lance! (12,3%).
Leitura
Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem muito a avançar em matéria de hábito de leitura. De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005. Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 08:38:13

Bom tema para pensar

Estamos há tempos falando sobre produção de conteúdo. Poucos, no entanto, discutem a produção direto da fonte (qual fonte?). O Bruno, consultor conhecido para meios digitais, levanta uma questão interessante: temos de ver apenas o que as emissoras de tevê nos oferecem? Leiam e tirem suas próprias conclusões. Mas que é um bom tema para discussão, isso é.

Você, o dono do conteúdo
Bruno Rodrigues (*)
Acompanho as indicações do Oscar há mais de vinte anos. Esteja eu onde estiver, corro para casa para checar a transmissão. Na época da faculdade era mais fácil; com os estágios e, depois, o trabalho, era preciso esquematizar mais atentamente a ‘fugida’, a tempo de não perder nada. Sempre deu certo.
Esta semana não foi diferente: lá estava eu, cinéfilo de carteirinha, de olho na tela – mas a do computador. Hoje, ver vídeo na Rede é banal; falar sobre isso é chover no molhado. Mas – arrá! – tocar em transmissão ao vivo de algum evento via web é um ponto deveras interessante.
A questão é a seguinte: a Rede Globo, desde os anos 70, transmitia a festa do Oscar direto de Los Angeles, assim como passava, ao vivo, as indicações. De oito, nove anos para cá, contudo, com a queda da audiência do Oscar, a Globo passou os direitos da transmissão adiante, que ficou nas mãos do SBT durante algum tempo. Desde então, é um ping-pong de fazer qualquer um perder a paciência: um ano a Globo transmite; no ano seguinte - ou nos dois anos seguintes – lá vai o SBT. No meio desta chatice, as indicações, pobrezinhas, ficavam em segundo plano, e o cinéfilo que espere o site do Oscar ou os noticiosos online publicarem a lista. O que, sejamos sinceros, não tem nem metade da graça que ver ao vivo...
Mas as coisas mudam, e este ano eu me libertei – pelo menos no quesito indicações – das mãos de qualquer emissora de televisão. Terça-feira, 11h38 da manhã, lá estava eu em frente ao computador, no trabalho, em estado de graça, vendo ao vivo, assim como milhões de sortudos do mundo inteiro, a atriz Kathy Bates e o presidente da Academia, Sid Ganis, anunciarem a lista de indicados no site Oscar.com! A lição é a seguinte: eu quero ver as indicações, a Academia quer que eu as veja. Por que eu tenho que ficar nas mãos de fulano ou sicrano para assistir à transmissão, então? Às favas com eles! Vou direto à fonte, e ponto final.
Pense bem: *isso* é que muda tudo, e não o que promete o tão falado ‘vídeo sob demanda’ (vod) via TV a cabo, por exemplo. Tudo bem que, no cenário de vod, eu posso assistir aos programas que eu quiser, na hora em que eu quiser, como já acontece com quem tem TiVo, nos Estados Unidos. Mas o ‘x’ da questão é que, neste caso, você só tem controle da programação, não do conteúdo. O recado é: veja o que quiser, quando quiser, mas só o que as emissoras têm, O.K.?
Por isso, há dois anos vários sites com os da rede ABC – que é produtora de conteúdo e rede de televisão - têm tentado passar a perna no reino da tevê ao disponibilizar episódios de séries em seus sites, com delay de um dia, apenas. É uma autocrítica – ela é uma emissora, também! -, mas é assim que se constrói o futuro.
O que vem por aí, definitivamente, é uma nova realidade em que o ‘atravessador’ sai do caminho, e eu, espectador, pego o que eu quiser na prateleira. Não precisarei, por exemplo, ficar frustrado porque a NET não tem o canal ‘E!’ em seus pacotes e, portanto, não vou poder assistir o reality show ‘Dr. 90210’. 'NET'? 'Pacote'? Esquece. Irei ao site da ‘E!’ ou da produtora do programa, e fim do problema.
Ah, sim, antes que todos comecem a falar em blogs como opção de rapidez na transmissão de informações, a participação dos blogueiros foi uma vergonha geral, tanto na premiação do Globo de Ouro, há duas semanas, como nas indicações para o Oscar. Blogs supostamente quentes, como os da ‘Variety’ ou ‘Enternainment Weekly’, foram um zero à esquerda. Nos Globos de Ouro, como não houve festa ou transmissão, teria sido mais fácil praticar o ‘real time’, mas não foi. Não havia ‘reload’ de página que desse jeito (a Variety’ pedia isso a internautas mais obcecados como eu). Acabaram publicando a lista de indicados ao mesmo tempo em que veículos não-especializados como o The New York Times e o Los Angeles Times. Foi feio, muito feio.
Nas indicações do Oscar foi quase covardia, afinal, se eu posso *assistir* à transmissão ao vivo, por que vou esperar, mesmo que por alguns segundos, para *ler* a lista? No que, diga-se de passagem, o site do Oscar foi exemplar: terminada a transmissão, não deu um minuto – fiquei dando reload ininterruptamente - e logo surgiu o link para a lista completa de indicados. A nota dez vai, mais uma vez, para a fonte da informação, e um zero bem redondo para os ‘atravessadores’.
Em tempo: este ano o site Oscar.com *ainda* não vai transmitir a festa de entrega dos prêmios, que *ainda* verei na Globo. Quanto a 2009, sabe-se lá o que me aguarda.
Bom, isso, não? ;-)

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, "Webwriting - Pensando o texto para mídia digital", e de sua continuação, "Webwriting - Redação e Informação para a web". Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete 'Webwriting' do 'Dicionário de Comunicação', há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 08:33:39