Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.

Introdução ao Jornalismo - Famecos

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007

11.08.07

Investimento correto

Rádios gaúchas valorizam jornalismo investigativo
Marianna Senderowicz, de Porto Alegre (www.comunique-se.com.br)

Apesar de estimativas revelarem o pouco uso da grande reportagem nas emissoras brasileiras de rádio, se depender dos ouvintes e dos profissionais do Rio Grande do Sul, o jornalismo investigativo não perderá seu lugar nesse veículo. Por mais que tal mídia tenha se direcionado para notícias curtas e imediatas, as grandes reportagens são responsáveis por grande parte da audiência e garantem seu espaço nas grades locais.
“A agilidade da mídia eletrônica não precisa necessariamente ser sinônimo de superficialidade. É possível que temas mais complexos sejam trabalhados de forma adequada, apurados com precisão e apresentados com plástica atraente”, aponta Cyro Martins, gerente de Jornalismo da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Martins, assim como grande parte dos jornalistas e editores do estado sulista, pensa que esse tipo de produção contribui inclusive para que as emissoras se destaquem em meio à concorrência.
Leonardo Lara, pauteiro da Rádio Bandeirantes, faz parte dessa corrente. Para ele, os ouvintes também gostam de matérias investigativas, especiais. “Quando levamos ao ar uma reportagem deste tipo, várias pessoas ligam para passar outras denúncias, existe um grande retorno”, afirma.
Adaptação para conquistar o público
O quadro observado no Rio Grande difere das projeções observadas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que calcula que esse tipo de matéria ocupe menos de 1% da programação total de rádio do país. “A preferência é para notícias curtas e imediatas e a receptividade é mínima”, diz Cláudio Júlio Tognolli, diretor da entidade.
Na opinião do representante da Abraji, a grande reportagem não terá futuro no rádio se não trabalhar com investigações que usem recursos como tensão, riqueza de sonoridades, paletas de cores de sons e trilhas. “Aliás, ela já está perdendo espaço: veja que a Jovem Pan criou, recentemente, uma TV online em que o repórter dá seu boletim com imagens.”
O gerente de Jornalismo da Rádio Gaúcha, por outro lado, duvida da eliminação desse recurso: “Mesmo que amanhã ou depois o meio pelo qual o rádio seja transmitido mude radicalmente, acredito totalmente que esse formato de jornalismo vai continuar sendo utilizado pelas redações”. Lara, que defende a adaptação do jornalismo investigativo para o contexto atual da comunicação, ressalta que é preciso agilidade extra. “Se antigamente a máxima de que notícia não dorme na redação já valia, agora esta verdade universal do jornalismo é ainda mais forte. Se demorarmos muito para checar uma informação, corremos o risco de ver o fato antes na concorrência”.
Na prática
Independentemente da estrutura das redações, as reportagens especiais estão na pauta de qualquer jornalista. “O trabalho de reportagem é muito mais gostoso de se fazer, e todos estão atentos a isso”, conta Flávio Portela, gerente de Jornalismo da Rádio Guaíba. Conforme ele, mesmo que não seja previsto um tempo fixo na grade para as matérias especiais, seguidamente um repórter percebe que uma informação de momento pode ser mais trabalhada e virar uma grande pauta. “Nessas situações, ele tem todo o apoio da redação.”
Por terem a consciência de que as investigações ainda conquistam os ouvintes, muitas emissoras do Rio Grande do Sul dedicam parte de sua programação e equipe à prática. Na Bandeirantes, pelo menos seis grandes reportagens são veiculadas por semana. Além disso, a rede conta com um programa semanal dedicado especialmente a essa prática, o Band Repórter, que tem meia hora de duração. “As grandes reportagens dão um recheio à programação diária da rádio”, garante Lara.
A Gaúcha, por sua vez, disponibiliza um núcleo de jornalismo investigativo formado por três repórteres. “Há pessoas que trabalham na Gaúcha e jamais se encontram, pelos horários. Assim, o núcleo vem a ser um auxiliar na preparação, especificamente, de matérias que exijam mais fôlego e mais investimento”, anuncia Martins. De acordo com ele, entre as atribuições do núcleo estão a esquematização de horários entre pautas do dia-a-dia e especiais, de modo a não prejudicar a escala. “Ajudará também a obter com a direção da Rádio os recursos necessários na execução da pauta, e poderá até mesmo negociar uma abordagem multimidiática com os demais veículos da RBS. Tentamos simplesmente não correr o risco de deixar passar uma boa pauta, e para isso decidimos aperfeiçoar a administração de nossos recursos.”

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  • Postado em 00:47:21

03.08.07

Novidade na tevê digital...

Após a estréia agendada para 02/12 em São Paulo, as transmissões de TV digital chegam ao Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília no primeiro mês de 2008. A informação foi confirmada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em entrevista na quinta-feira (02/08) em Brasília.
“Em julho do ano que vem, chegamos às demais capitais. A partir de dezembro de 2008, chegamos nas cidades-pólo no Brasil inteiro e em 2009, evidentemente, no resto do Brasil", completou o ministro em entrevista à Agência Brasil.
Costa disse que os testes nas três cidades já podem ser feitos, mediante autorização do ministério, e tratou do preço do conversor de sinal digital. “Estou com um protótipo na minha mesa, que chegou da Índia ontem por R$ 200. Nós vamos, na realidade, ainda baixar para R$ 150 e possivelmente daqui a um ano, um ano e meio, R$ 100", disse.

(*) Com informações da Agência Brasil.
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  • Postado em 23:37:02