Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.

Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.
<  Julho 2007  >
S T Q Q S S D
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31          
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Julho 2007

31.07.07

O Taquaryense completa 120 anos

Fundado em 31 de julho de 1887 por Albertino Saraiva, o jornal ‘O Taquaryense’ (www.otaquaryense.com.br) completa 120 anos. O periódico, que é o segundo jornal mais antigo do Estado (Gazeta de Alegrete é o primeiro), mantém desde sua criação a forma original de produção e impressão. Cada frase é montada manualmente, letra por letra, e o veículo é impresso em máquina do século 19, uma rotativa francesa chamada Marionani, a mesma que imprimiu as primeiras edições do Correio do Povo. O Taquaryense é o jornal mais antigo do país a permanecer sob o comando da mesma família. As edições circulam em Taquari e na região metropolitana de Porto Alegre.
Seu ex-diretor Plínio Saraiva (que morreu em 2004) investia dinheiro pessoal para manter o semanário em funcionamento nos mesmos moldes do pai. O Taquaryense registrou fatos que marcaram a história do país e do mundo. Em suas páginas podem ser lidas matérias como a Proclamação da República e a Abolição da Escravatura; as guerras de 1914 e 1945; a revolução de 1923; o impeachment de Fernando Collor de Melo; e a ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva. Todo o acervo do jornal foi microfilmado por meio de um projeto em parceria com o Centro Universitário Univates, de Lajeado (RS), que fez do semanário uma fundação e o transformou em um museu vivo da comunicação.
Segundo o atual diretor, José Harry Saraiva Dias , a parceria foi desfeita no fim do ano passado por falta de dinheiro, o que inviabilizou a continuidade da publicação. "Já recebemos propostas para modernizar a estrutura e garantir um retorno econômico, mas ainda não há uma decisão concreta sobre mudar o formato de impressão”, afirma Dias. O semanário, que conta com a participação de colaboradores da região e não tem redação própria, possui 500 assinantes. Os microfilmes das edições antigas estão disponíveis ao público no endereço Sete de Setembro, 1849, na cidade de Taquari, localizada a 94 Km da capital gaúcha.

Notícia do site www.coletiva.net

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 16:00:48

Rádio Digital

Sistema Brasileiro de Rádio Digital será híbrido.
30/07/2007

O Brasil é o segundo maior mercado de emissoras de rádio do mundo – são aproximadamente 3668 rádios comerciais registradas, sem contabilizar as emissoras comunitárias. Esse mercado deve passar por profundas transformações nos próximos dois anos com a transição do sistema analógico para o digital. Segundo fontes do mercado, o governo federal deve antecipar sua decisão sobre o padrão de rádio que será adotado no país. O anúncio deve ser feito nos próximos dias e a novidade é que, ao contrário do que se imaginava, a escolha não será por apenas um dos sistemas (americano IBOC – da Ibiquity – ou o europeu DRM), mas sim pela composição dos dois em um sistema híbrido: o IBOC com FM e AM e o DRM com ondas curtas.
O Conselho Consultivo da Rádio Digital, criado em março deste ano, reúne-se nas primeiras semanas do mês de agosto. Neste encontro deve finalizar o projeto sobre o Sistema Brasileiro de Rádio Digital, o texto segue para análise do Palácio do Planalto. O sistema híbrido criado a partir da combinação entre o IBOC e o DRM será instituído através de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseado no texto encaminhado pelo Ministério das Comunicações. A fórmula encontrada pelo governo atende às reivindicações dos radiodifusores, mantendo a possibilidade de exploração de ondas curtas - o setor sempre manifestou preferência pelo IBOC por servir tanto para FM quanto para AM, mantendo as mesmas freqüências e bandas das atuais rádios analógicas.
O veículo que faz parte do cotidiano dos brasileiros e que sempre exerceu papel importante na formação de opinião agora chegará aos seus ouvintes com um som semelhante ao de um CD. Este deve ser o grande trunfo dos proprietários de emissoras rádios para convencer a população a comprar os receptores digitais.
A implantação do rádio digital deve trazer impactos também para os mercado publicitário, pois a multiprogramação representará novas possibilidades de exploração do mercado de forma segmentada, além da necessidade de divulgação pela indústria dos lançamentos de equipamentos retransmissores. Os radiodifusores terão que modernizar suas estruturas de transmissão e irradiação. Essa mudança do analógico para o digital vai exigir investimento médio de US$ 120 mil a US$ 150 mil por emissora para compra de transmissores e sistemas irradiantes digitais. Os recursos para esses investimentos viriam de modalidades financiamento que já estão sendo viabilizadas para implantação da TV Digital, que são recursos disponibilizados para os radiodifusores pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outras modalidades que estão sendo discutidas pelo governo. Meio & Mensagem.

Site www.ari.org.br

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 15:50:49

Nova contratação

Mendelski confirma notícia do site da ARI e acerta com a Guaíba.
30/07/2007

Foi confirmada hoje a tarde a informação que o site da ARI deu de uma fonte interna da Rádio Guaíba de Porto Alegre na quinta-feira, pouco antes das 18 horas. Rogério Mendelski, ex-rádio Gaúcha e atualmente na Rádio Pampa, negociava com a emissora da Caldas Júnior sua transferência que acabou acertada. Com isto Mendelski deixa a rede de Otávio Gadred e inicia sua nova fase na rádio recém adquirida pela Record. Ele vai fazer seu programa das 6h às 9h, mesmo horário que ocupa hoje na Pampa.
Flávio Alcaraz Gomes, que faz de manhã seu programa na Guaíba, deve ser contratado para o lugar de Mendelski, já que tem espaço na tv da Pampa com seu Guerrilheiros da Notícia.
O que separava Mendelski da Guaíba eram pequenos detalhes finaneiros, que acabaram sendo acertados na sexta e hoje.

Leia no site a notícia completa e aproveite para ouvir a entrevista com o jornalista no projeto Vozes do Rádio, feito por alunos da Famecos/PUCRS (http://www.ari.org.br/artigo.asp?Cod=9763)

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 15:48:18

Novidade boa para todos

Estudantes de Jornalismo da PUCRS podem estagiar na Record RS.
30/07/2007

Os estudantes de jornalismo da Famecos/PUC do Rio Grande do Sul poderão estagiar no Grupo Record RS, formado pela TV Record, jornal Correio do Povo e rádios Guaíba AM e FM. Acordo nesse sentido foi firmado entre as partes, com aprovação do Sindicato dos Jornalistas do RS.
Cada veículo poderá ter um estágiário para cada dez jornalistas contratados. O estágio será de seis meses, renovados por mais meio ano.
O protocolo foi assinado pela diretora da Famecos/PUCRS, Mágda Cunha, pelo vice-presidente do Grupo Record RS, Luiz Cláudio Costa, e pelo presidente do sindicato, José Nunes. Como testemunhas, assinaram a coordenadora de jornalismo da faculdade, Cristiane Finger, e o 2º secretário do sindicato, Léo Nuñez. Estiveram presentes no ato, ainda, o diretor de redação do Correio do Povo, Telmo Flor, e o gerente de Jornalismo da Guaíba, Flávio Portela.

Notícia do site www.ari.org.br

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 15:42:43

10.07.07

Morre uma parte do jornalismo

Vocês me ouviram citar esse site (www.nominimo.com.br) por muito tempo. Infelizmente, morreu por falta de grana. Vejam o texto do Ivan Lessa, escrito no site www. BBCBrasil.com.

Não é verdade. Não sou um infolouco. Infolouco.
Alguém aí na distinta platéia se lembra dos Aqualoucos? Bando de tremendos nadadores. Usavam ceroulas antigonas de banho, pulavam todos juntos do mais alto trampolim, pareciam prestes a se esborrachar na água das piscinas. Piscina do Guanabara, do Botafogo, do Copacabana Palace.
Viviam frequentando os paupérrimos cinejornais da época. Infolouco. Com isso eu quero dizer apenas que sou chegado a dar um mergulho de barrigada na Net.
Chamam de internauta. Ou ainda, mais tupiniquim, “nerd” e “geek”. “Geek” é menos pejorativo. Em matéria de Brasil, limito-me a passar os olhos em 3 ou 4 de nossos jornais, que muito mais que isso não tem, uma ou duas (mais uma que duas) revistas, e estamos conversados.
Dá, no máximo (sem jogo de palavra), uns 10 minutos por dia. Fico mais tempo EnTubando (copiráite registrado) clipes de música ou cinema. Ou me movimentando pela jornalada globalizante. Outros 15 minutos.
Em matéria de brasilidades, assunto em que não sou autoridade, o lugar por onde mais tempo zanzava eu, todos os dias, era o sítio NoMínimo, que, ôi zumzumzum, bateu asas e avoou.
Ou jaz no grande cemitério eletrônico, além da segunda estrela à direita, juntamente com algumas outras centenas de milhares de experiências informáticas. Acabou-se. Não tem mais. Gato comeu. Para ser mais preciso, a falta de inteligência deixou padecer.
Sítio, aqualouco, duas boas palavras para levar até a presença de Sérgio Rodrigues. Ouviria uma dissertação enxuta e a propósito a respeito do uso de “site” e “sítio”. Receberia a informação adequada de quem é que cuidava, no sítio (sou teimoso), do departamento de nostalgia e ainda receberia, em dia bom, a camoniana citação de “a grande dor das coisas que passaram”. Nossa como o caôlho sabia das coisas, sô!
Tergiverso, divago, devaneio. O uso devido dessas andanças me seria explicado.
Eu fico rondando e rondando o assunto e o que eu quero dizer mesmo é que fiquei fulo da vida dentro das calças ao saber que as páginas do NoMínimo sumiram dentro de si mesmas, como um gato Cheshire, sem sequer sorriso matreiro sumindo por último.
Encerraram, sérios, seus expedientes. Deixaram de pegar às 9 e largar às 5. Não estão em obras nem nada. Pararam porque, conforme os próprios feitores e colaboradores dizem, no que, ainda na segunda, 2 de julho, estava lá, para quem quisesse clicar em cima:
“Editores, blogueiros, colunistas, funcionários, colaboradores assíduos ou ocasionais, enfim, todos os nomes abaixo relacionados que ajudaram a criar o site (humm…) de jornalistas mais querido do Brasil comunicam sua morte súbita neste 29 de junho de 2007, vítima de inanição financeira decorrente do desinteresse quase geral de patrocinadores e anunciantes em sua sobrevida na web. NoMínimo deixa órfãos cerca de 150 mil assinantes entre os mais de 3 milhões de visitantes que, em média, se habituaram a passar por aqui todo mês nos últimos 5 anos. Seus realizadores também sentem muito o triste fim desse espaço livre, democrático e criativo de trabalho, mas se despedem com a sensação de dever cumprido com o jornalismo e a camaradagem que nos une. Foi bom, foi muito bom enquanto durou. Quantos no país têm a oportunidade de tocar seus próprios projetos com prazer, independência e alegria? Aos leitores, nossas desculpas pela falta de talento empreendedor, o que talvez pudesse transformar o site (humm…) num bom negócio financeiro. Fica para a próxima. Até breve.”
É, fiz questão de transcrever na íntegra a despedida-testamento, mais eloquente do que aquela de Gegê, ou Rebeco, o Inesquecível. Não, não é falta de assunto, nem preguiça. Raiva. Nunca se deve escrever com raiva, alguém me disse em algum lugar. Então cito-os literalmente. Os falecidos NoMinimistas que falem por mim.
NoMínimo era uma das poucas provas de que ainda havia alguma inteligência nesse troço, nesse paisão aí. Foi-se. Acabou. Não tem mais. Como “fica para a próxima”? Como “até breve”? Então acham mesmo que há a possibilidade de uma entidade patrocinadora, de um anunciante esclarecido, vir a perceber que sem inteligência não vai acontecer coisíssima alguma nesse bostoso Bananão?
Bem no meio desse merdejante mundo em que comemos e somos comidos?
Ó mecenas do Bananão, esquentai os vossos pandeiros, esquentai! Compareçais com a nota, silvuplé! O senhor mesmo aí, seu Mecenas Bezerra! Ou o cavalheiro acolá, “coronel” Mecenas Cavalcanti, que com E também serve!
Sim, sim, sem dúvida, ficarão os blogueiros, simpáticões, mas também sobre os cansativos na eterna descrição de seus umbigos e a paisagem que deles se descortina.
Como o imbecil que sou, imprimi a nota de falecimento com os dizeres acima, mais o raio daquela cruz e os 257 signatários (sim, a impaciência com a imbecilidade traz a paciência dos compulsivos: contei os nomes todos).
Deu 3 páginas em papel A4, que vou guardar, sem dobrar, dentro de um livro que, por motivos nevróticos, utilizo como arquivo: o “Rio Antigo”, de J.C. Dunlop, Vol.I Artigos e Fotos, Editora Gráfica Laemmert, Rio, 1955. Lá ficarão em meio a coisas que não citarei, mas todas comprovando o quanto eu estava coberto e enterrado de razão quando, há mais de 29 anos, deixei o Bananão para nunca mais voltar, como dizem todos os tangos.
Sim, eu sei. Ninguém me lê e estou apenas querendo sair na foto ajudando a carregar o, quero crer, caixão do pranteado. Danem-se. Problema meu e do defunto. Entendo um pouco de falecimentos.

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 09:17:46