Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.

Introdução ao Jornalismo - Famecos

Esse blog é para divulgar alguns textos criados por alunos da cadeira de Introdução ao Jornalismo da Famecos / PUCRS. São as primeiras aventuras dos futuros comunicadores. O espaço serve também para uma discussão sobre a profissão.
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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2007

27.04.07

Uma boa oportunidade

Começa hoje (27 de abril) Seminário Jornalismo Especializado na ARI.

Tem início nesta sexta-feira, 27, às 19h o Seminário “A Imprensa Gaúcha – Jornalismo Especializado” promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Os painéis terão continuidade no sábado, 28, às 9h no Salão Nobre da Entidade (Av. Borges de Medeiros, 915 – 8º andar). As inscrições estão abertas e os convites continuam sendo feitos. O patrocínio é de Vonpar e Copesul, com apoio da Trensurb.
Carlos Bastos (JC), Nilson Mariano(ZH), Isabel Ferrari (RBS), Humberto Trezzi (ZH), Laura Medina (RBS), Maria Wagner (JC), Plínio Nunes (Diário Gaúcho), Danilo Ucha (JC), Rodrigo Lopes (ZH), Abraão Winogron (Guaíba) e Wanderley Soares (O Sul) são os painelistas confirmados até o momento.

Confira abaixo a grade parcial dos painelistas:

27/04/07 – Sexta Feira
Carlos Bastos – Política: JC
Nilson Mariano – Geral: ZH
Isabel Ferrari – Saúde: RBSTV
Humberto Trezzi – Policial: ZH
Laura Medina – Saúde: RBSTV
Maria Wagner – Cultura: JC

28/04/07 – Sábado
Plínio Nunes – Policial: D. Gaúcho
Danilo Ucha – Economia: JC
Rodrigo Lopes – Mundo ZH
Abraão Winogron – Saúde: Guaíba
Wanderley Soares - Policial: O Sul

Promoção: Associação Riograndense de Imprensa – ARI
Público Alvo: Empresários, diretores das empresas da área da comunicação estudantes de jornalismo, profissionais e público em geral.
Horário: Painéis com duração em torno de 30 minutos cada
Valor: Estudantes, R$ 20. Não Sócios R$ 30. Sócios da ARI, entrada gratuita.
Local: Salão Nobre da ARI. No prédio Alberto André, na Av. Borges de Medeiros, 915 – 8º andar.
Inscrições: www.ari.org.br

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 15:41:17

19.04.07

Um encontro imperdível

João Moreira Salles discute Jornalismo Literário na Famecos

O documentarista João Moreira Salles, idealizador do projeto da revista Piauí, fará uma palestra sobre Jornalismo Literário na próxima terça-feira (24/4), às 10h, no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Exemplares da publicação – que foi lançada em outubro do ano passado e rapidamente ganhou destaque no cenário jornalístico nacional – serão distribuídos para o público. A edição número 8 de Piauí circulará no mês de maio.
A presença de João Moreira Salles na Famecos soma-se a um conjunto de iniciativas que desde o ano passado aprofundam e diversificam o ensino e a prática do jornalismo, em particular o gênero literário. No segundo semestre do ano passado, foi criada no currículo da graduação a disciplina Jornalismo Literário, ministrada pelos professores Bete Duarte e Vitor Necchi, ofertada em duas turmas que desde então apresentam grande procura por parte dos alunos. Em outubro, a jornalista Eliane Brum fez uma palestra na faculdade sobre o seu livro A vida que ninguém vê (Arquipélago Editorial). Em outubro e novembro, os professores Cristiane Finger, Eduardo Pellanda, Juremir Machado da Silva e Vitor Necchi participaram de um ciclo de debates na Feira do Livro de Porto Alegre sobre jornalismo e literatura.
Além da palestra, às 15h João Moreira Salles – que dirigiu os celebrados documentários Entreatos (2004), Nelson Freire (2003) e Notícias de uma guerra particular (1999, junto com Kátia Lund), e agora está lançando seu trabalho mais recente, Santiago – concederá uma entrevista para os alunos de Jornalismo que desenvolvem produtos editoriais nos laboratórios da Famecos.
O auditório da Famecos fica no prédio 7 da PUCRS (Avenida Ipiranga, 6.681 – Porto Alegre).
  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 23:04:01

11.04.07

Público X Privado

A cada dia que passa, o público e o privado se misturam mais. Nós, jornalistas, com a desculpa de que temos de ter qualquer matéria, muitas vezes passamos por cima de atitudes éticas para conseguí-las. Na situação relatada a seguir, não vem ao caso discutir se o ator em questão está querendo aparecer ou não, se está exagerando ou não. Temos de discutir se o jornalismo está ou não fazendo seu papel. Se estamos, nós jornalistas, fazendo a coisa certa.  E vocês, o que acham? Boa leitura?

Ator critica cobertura de paparazzi

Em suas aulas na disciplina “Técnicas de Reportagem”, o professor da PUC-Rio e repórter especial do Jornal do Brasil Israel Tabak costumava dizer que não existe jornalismo sensacionalista. “O jornalismo não pode ter sensacionalismo, então se for sensacionalista não é jornalismo”. Nesta terça-feira, o jornal O Globo publicou uma carta do ator Eduardo Moscovis intitulada “Respeitável Público”, em que protesta contra paparazzi que estariam tentando comprar pontos de observação próximo ao seu prédio para fotografar o quarto de suas filhas e do bebê que ainda não nasceu.
“O que é ser público? Aparecer em milhões de aparelhos de TV me torna pessoa reconhecida publicamente, mas o que isso quer dizer exatamente? Que devo acatar qualquer tipo de abordagem, educada ou não, a qualquer momento? Como devo agir quando percebo estar na mira de celulares com câmeras de altíssimo alcance e refinamento tecnológico?”, reclama o ator no texto.

Quem somos e Quem Acontece
A carta critica não apenas o estímulo ao “comportamento furtivo” dos fotógrafos, mas também ao fato de que seus vizinhos teriam afirmado que foram abordados por paparazzi para que deixassem que o quarto das filhas do ator fosse fotografado. “Devo ainda fechar as cortinas, ficar enclausurado porque pode ser que haja em algum apartamento próximo alguém empenhado em expor minha família?”. O texto termina com uma insinuação à revista Quem Acontece. “Somos especiais por morarmos num lugar tão maravilhoso [o Leblon]. Independente de QUEM somos”.
“Eu não sei por que ele achou ou acreditou que alguém daqui tenha feito esse tipo de coisa. Se alguém fez isso, em nome da Quem, essa pessoa certamente será punida”, explicou Ailin Aleixo, redatora-chefe da revista. De acordo com a jornalista, em nenhum momento o ator procurou a redação para reclamar.
Procurado pelo Comunique-se, Moscovis não foi encontrado. Nenhuma redação de revista sobre celebridades confirmou estar interessada no caso. “Não estamos atrás dele, não colocamos nenhum paparazzi nisso”, informou Denise Gianoglio, editora da Contigo, ao Comunique-se. Claudia Boechat, editora da Caras, não retornou os contatos para falar sobre o assunto.

Invasivo
“Não, na verdade, a gente tem uma política que se o cara não quer mostrar, eu não compro o material. Não temos paparazzi. Se o artista não quer divulgar, a gente deixa quieto”, explicou Ester Rocha, diretora de conteúdo do site O Fuxico. Ela afirma que para o site seria ruim invadir a privacidade dos artistas.
“Nada contra o trabalho dos paparazzi, mas o artista é nossa fonte. Se destratarmos ele, perdemos isso”, declara, frisando que a opção do site não é uma crítica aos fotógrafos de celebridade. “Acho que é um direito do artista dizer se quer aparecer ou não”.
A opinião se estende para outros veículos. Thami Nóbrega, do Babado, afirmou que jamais enviaria fotógrafos para pautas desse tipo. “Trabalhamos com agências que devem estar sempre alinhadas com as nossas diretrizes”, explica. “Seria antiético pagar um vizinho para fotografar a casa de alguém”.

Limites
Para Marcos Serra Lima, fotógrafo do Ego, os limites éticos e judiciais são visíveis. “Você não pode fazer uma foto do cara dentro de casa, mas se ele estiver na rua, sim. Alguém alugar um quarto para poder tirar fotos que, em tese, não poderiam ser publicadas por nenhum veículo", declara.
Apesar de dizerem o contrário, a cobertura de celebridades já invadiu esses limites mais de uma vez. Como nas fotos da atriz Giovanna Antonelli com seu filho, Pietro, logo após o nascimento do bebê, ou da atriz Isis Valverde, que foi intérprete da personagem Ana do Véu, da novela “Sinhá Moça” (TV Globo). Isis foi fotografada em sua varanda quando interpretava a personagem que não mostrava o rosto em parte da história.

Leia na íntegra a carta de Eduardo Moscovis:
"Respeitável público
Esse é um documento-desabafo, um pedido de ajuda, uma denúncia e/ou simplesmente um relato. Não quero parecer egoísta nem alheio a nossa crítica realidade, por isso peço que sejam tolerantes de acharem que o que me angustia é pouco ou de menor relevância diante de tantas barbaridades, injustiças e impunidades.
Necessito partilhar esse momento publicamente. Aliás, é sobre esse termo e suas várias interpretações que gostaria de discutir: o que é ser público? Aparecer em milhões de aparelhos de TV me torna pessoa reconhecida publicamente, mas o que isso quer dizer exatamente? Que devo acatar qualquer tipo de abordagem, educada ou não, a qualquer momento? Como devo agir quando percebo estar na mira de celulares com câmeras de altíssimo alcance e refinamento tecnológico?
'Tu não é publico? Paga esse preço', costumo ouvir.
O problema não é esse. OU pelo menos não é só esse. Não tem lógica destratar alguém que, de uma maneira educada, manifesta admiração pelo meu trabalho. Até porque minha função é exatamente mexer com o emocional dela. Mas as revistas especializadas (nisso?) oferecem um cachê (ou seria uma recompensa?) caso você, “mortal comum”, ao se deparar com um desses que são públicos (e são cada vez mais), bata uma foto. Essas revistas estimulam um comportamento furtivo, invasivo e desrespeitoso, incitando os leitores a serem um 'paparazzi' também. Como distinguir quem é o fã?
Sou morador do Leblon desde os 10 anos de idade. Adoro o bairro e o escolhi para desenvolver minha família. Quem mora aqui já esbarrou comigo a pé, de bicicleta, com minha mulher, meus pais, amigos, na praia, no calçadão, levando minhas filhas à escola, de chinelo, camiseta, short... Não me considero “estrela”, não me comporto como tal e tampouco me alimento dessa indústria.
Há pouco mais de um mês fui interceptado pelo meu vizinho dos fundos. Ele me contou ter sido abordado por fotógrafos, que lhe ofereceram dinheiro para deixar que fotografassem o quarto das minhas filhas e do bebê que vai nascer. Semana passada, a mãe de uma atriz e uma diretora de teatro, também vizinhas, me disseram ter recebido a mesma oferta de 'fotógrafos especializados'.
Me preocupo se pego a Linha Vermelha à noite, fico atento a motocicletas que se aproximam do meu carro e tenso ao ver uma blitz (será verdadeira?), fico receoso ao andar sete quarteirões e não cruzar com nenhum policial, não deixo o meu carro dormir na rua, etc. Ou seja, vivo as angústias e inseguranças de todo cidadão carioca.
Devo ainda fechar as cortinas, ficar enclausurado porque pode ser que haja em algum apartamento próximo alguém empenhado em expor minha família? Dentro da minha casa? Podem me fotografar com minhas filhas em qualquer lugar sem autorização? Podem mostrar o rosto delas? Mesmo menores? EU sou a “celebridade” e não elas!!!
Por que, quando sai a foto de um ser humano de 16 anos que arrastou um anjo inofensivo por 7km, o rosto dele é desfocado? Qual é a lógica? Querem preservar esse (e tantos outros) assassino? E minhas filhas? Quem preserva?
Já que não tenho direito ao pacato ir e vir, que elas tenham. Que haja uma proteção para isso e que respeitem os cidadãos que por algum motivo trabalham na TV, cinema, teatro, mas que não optaram/compactuam dessa maluquice sem limite que virou as nossas (de todos nós) vidas.
Aproveito para agradecer aos vizinhos que me alertaram e peço aos outros que não cedam a esse assédio desqualificado e desonroso. Que nós consigamos nos manter à parte disso tudo, preservando a essência natural dos moradores desse bairro. Somos especiais por morarmos num lugar tão maravilhoso. Independente de QUEM somos”.

Por Tiago Cordeiro (site comunique-se)

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 20:37:56

01.04.07

Será que merecemos políticos assim?

Senador propõe audiência com diretores de empresa que é parte de jogo virtual

MALU DELGADO
EDITORA-ASSISTENTE DE BRASIL

A ficção pregou uma peça na política. Discutiu-se na tribuna do Senado, na terça-feira, a polêmica ação da empresa Arkhos Biotech, identificada como "uma das maiores fabricantes do mundo de ativos vegetais para a indústria cosmética e farmacêutica". A empresa defende, na internet, (www.arkhosbiotech.com) a internacionalização da Amazônia.
A postura institucional da Arkhos deixou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) furioso. "Tem notícia da maior gravidade que devo trazer ao conhecimento da Casa. Ela está no site da Agência Amazônia, sob o título "Laboratório americano propõe privatizar a Amazônia'", alertou.
"Estou convidando essa empresa a se fazer representar em uma reunião da Subcomissão da Amazônia, que funciona na Comissão de Relações Exteriores (...), porque a notícia pareceu-me extremamente grave", disse ele.
O fato é que a audiência não acontecerá. A não ser que sejam definidos dia e hora no mundo virtual. A Arkhos é uma empresa fictícia criada em jogo virtual - "Alternate Reality Games" (ARGs) -, no site www.zonaincerta.com.
O jogo é patrocinado pelo Guaraná Antarctica, feito em parceria com a Editora Abril. A brincadeira tem como eixo uma misteriosa história envolvendo o biólogo Miro Bittencourt, que teria descoberto segredos da fabricação do guaraná. A Arkhos é a vilã que quer a Amazônia sob controle privado.
E tem, ainda, um grupo ambientalista, o Efeito Paralaxe. A "entidade" fez protestos - reais - no dia da visita de George W.Bush ao Brasil.
Procurada pela Folha, a patrocinadora do jogo esclareceu: "O Guaraná Antarctica aderiu a uma ferramenta de marketing inovadora e diferenciada, o ainda pouco explorado "alternate reality games" (ARGs), jogo que convida os consumidores da marca a desvendar um mistério. A ação gira em torno da fórmula secreta do Guaraná Antarctica".
Ao ser informado pela Folha sobre a real situação da empresa, o senador reagiu com bom humor: "É um mico danado, hein! Mas vou continuar vigilante a meu Estado, ainda que tenha que pagar outros micos. Neste caso foi brincadeira, mas tem gente que de fato pensa isso da Amazônia. Só não vou mais chamar o pessoal para depor".

  • criado por  Fábian criado por Fábian
  • Postado em 22:43:56